General Motors e NASA vão dar emprego a robôs humanóides (vÃdeo)
NASA e General Motors preparam-se para lançar robôs humanóides tão sofisticados que mais parecem humanos disfarçados e que trabalharão ao lado de pessoas. (Veja no final do vÃdeo a rubrica Global Net, uma parceria editorial do Falar Global com o Expresso)
13:00 Segunda-feira, 19 de Abril de 2010
Tão reais que parecem humanos disfarçados
Não se sabe até onde a evolução dos humanóides nos pode levar mas hoje não restam dúvidas de que o presente já foi muito mais para além daquilo que há dezenas de anos atrás não passava de um sonho ou ficção cientÃfica. Movem-se de uma forma tão real que quase parecem humanos disfarçados de robôs. São desenvolvidos pela NASA e pela General Motors à semelhança do homem, para reproduzir os movimentos dos dedos, das mãos e dos braços.
O objectivo é fazer com que estes robôs humanóides executem as mesmas tarefas, lado a lado com o homem, na indústria automóvel e na exploração espacial. "Existem muitas tarefas que podem ser desempenhadas de uma forma mais eficiente por robôs, por exemplo no espaço, quando a NASA desenvolve testes há muito trabalho a fazer", explica Ron Diftler, investigador do Centro Espacial Johnson da NASA.
Antes do voo espacial são necessários "muitos preparativos e muitos testes na nave espacial, como preparar todas as ferramentas e todos os equipamentos". Se o robô fizer esse tipo de tarefas "vai permitir aos astronautas preocuparem-se exclusivamente com as tarefas que só eles podem fazer", garante o investigador.
A super-geração Robonaut 2
A Robonaut 2, uma geração bastante mais avançada de robôs, que poderá mesmo vir a substituir o Homem em tarefas mais complicadas ou perigosas. Nesta fase o Robonaut já consegue levantar pesos até nove quilos ou controlar objectos com a perÃcia de um verdadeiro técnico. Marty Linn, engenheiro robótico da General Motors, explica que o que se pretende é usar estes robôs em "tarefas que são muito repetitivas, duras e difÃceis para os nossos operários e esses requisitos são muito semelhantes aos que a NASA pretende de um robô para ajudar os astronautas. Nessa perspectiva, estamos à procura de usar a robótica e a automatização para ajudar os nossos trabalhadores em tarefas, ou trabalhos, não tão agradáveis para eles".Numa fábrica automóvel ou no espaço é importante que o robô obedeça a ordens de voz e reconheça objectos com grande perÃcia.
No carro e na nave
Cientistas e engenheiros trabalharam em conjunto e desenvolveram tecnologias que tornam este robô-humanóide mais hábil, rápido e com uma grande capacidade de controlo e reconhecimento visual - caracterÃsticas imprescindÃveis em duas indústrias tão exigentes.
Esta nova geração de robôs vai permitir uma melhor exploração do espaço, mas também em terra vai ajudar a indústria automóvel a construir sistemas e carros mais seguros. Transferir para os robôs-humanóides tarefas menos agradáveis ou até inalcançáveis ao homem é uma tendência dominante. A questão é saber qual vai ser a fronteira para esta transferência de competências.
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