A dependência não se compara à do alcoolismo ou das drogas, mas um estudo que envolveu 200 alunos da Universidade de Stanford permitiu concluir aquilo de que alguns já suspeitavam: o iPhone é mesmo "viciante".
Cerca de metade dos inquiridos admitem estar "muito ou completamente viciados" no telemóvel da Apple. Para além disso, cerca de 3% dos inquiridos admitem não deixar que mais ninguém toque nos seus aparelhos e um quarto diz que vê o iPhone como uma extensão do seu cérebro ou do seu ser.
Quase 10% dos estudantes admitem que por vezes afagam o aparelho, 3% deram-lhe um nome e 8% já desconfiaram, a determinado ponto, que os seus iPods pudessem ter ciúmes do iPhone.
Uma larga maioria (75%) revela ainda que adormece com os telemóveis bem perto de si.
Ao saÃrem de casa ou das residências para irem para a universidade, 69% admite que é mais provável esquecerem-se das carteiras do que dos telemóveis. Mais de 80 % dos inquiridos indicou igualmente que usa o aparelho como relógio e como despertador.
O iPhone também parece ter um efeito surpreendente nas vidas sociais dos estudantes. Muitos deles estimam que as suas saÃdas e convÃvios ficariam muito afectados caso perdessem ou estragassem os seus telemóveis. Quase três quartos dos inquiridos admitiram já ter usado o iPhone para evitar olhar alguém nos olhos.
Concluindo: serão estas pessoas viciadas? A maioria admite que sim. Numa escala de 1 até 5 - sendo 5 a hipótese "Sim, sou completamente viciado" - apenas 6% por cento disseram que, definitivamente, não são viciados no aparelho.